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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Questão FCC de Contabilidade Pública

Bom dia a todos,

Vou socializar um dúvida que recebi por email, em forma de questão:

  1. (FCC – TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO PARÁ – 2009) O prefeito do município AlfaBetaOmega solicitou ao seu Secretário de Planejamento que verificasse os dados de arrecadação do ano de 20X2, visando a abertura de créditos adicionais suplementares. Os dados são os que seguem:

DADOS VALORES EM R$

1. Previsão de receita para exercício de 20x2 1.000.000

2. Arrecadação no período de jan a jul de 20x2 600.000

3. Arrecadação no exercício de 20x1 – jan a jul 500.000

4. Arrecadação no exercício de 20x1 – ago a dez 400.000

5. Créditos adicionais extraordinários abertos em 20x2 20.000

De acordo com as informações acima, e supondo que o crescimento na arrecadação dos meses de agosto a dezembro/20x2 seguirá a tendência verificada entre os meses de janeiro a julho/20x2, o saldo de excesso de arrecadação para fins de abertura de créditos adicionais suplementares em 20x2 será de:

  1. 60.000,00
  2. 80.000,00
  3. 120.000,00
  4. 180.000,00
  5. 200.000,00
Essa questão é sobre a forma de se calcular o excesso de arrecadação para a abertura de créditos adicionais. O cálculo se encontra disciplinado no art. 43 da lei 4.320/64, parágrafos 3º e 4º:

Art. 43. A abertura dos créditos suplementares e especiais depende da existência de recursos disponíveis para ocorrer a despesa e será precedida de exposição justificativa:

II - os provenientes de excesso de arrecadação;

§ 3º Entende-se por excesso de arrecadação, para os fins deste artigo, o saldo positivo das diferenças acumuladas mês a mês entre a arrecadação prevista e a realizada, considerando-se, ainda, a tendência do exercício.

§ 4° Para o fim de apurar os recursos utilizáveis, provenientes de excesso de arrecadação, deduzir-se-a a importância dos créditos extraordinários abertos no exercício.

Com base nesse regramento, podemos efetuar o cálculo:


Arrecadação no período de jan a jul de 20x2 600.000

Arrecadação no exercício de 20x1 – ago a dez 400.000

Crescimento X2/X1 (janeiro a julho) = 600.000/400.000 = 1,2 (ou seja, houve crescimento de 20% nesse período)

Se essa tendência se mantiver, teremos o seguinte posicionamento até o fim do ano:


Arrecadação no exercício de 20x1 – ago a dez 400.000

Arrecadação no exercício de 20x2 – ago a dez (projeção) 400.000 X 1,2 = 480.000


Agora vamos calcular o excesso de arrecadação previsto para dezembro de X2:

a) Arrecadação Jan a Jun X2 + Arrecadação Projetada Ago a Dez X2 = 600.000 + 480.000 = 1.080.000

b) Previsão de receita para exercício de 20x2 1.000.000

Excesso de Arrecadação = a - b = 1.080.000 - 1.000.000 = 80.000

Contudo, existem créditos extraordinários abertos no exercício. Eles possuem uma característica peculiar: não precisam de indicação de fonte de recursos para sua abertura. Sendo assim, deve-se diminuir esses créditos abertos para se calcular o excesso de arrecadação disponível para abertura de novos créditos = 80.000 - 20.000 = 60.000. Resposta: A.


Um abraço


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Questão FCC de Administração Pública para o TRE PI

Caros alunos do Curso CEV.

Seguem os devidos comentários da única questão de Administração Pública que foi cobrada no concurso do TRE PI, cargo analista judiciário, área judiciária.

Com relação à diferença entre a Administração pública gerencial e a administração pública tradicional é correto afirmar que a primeira:

a) orienta-se para a redução de custos, enquanto a burocrática prioriza a qualidade no atendimento
b) é orientada para a obtenção de resultados, enquanto a administração burocrática tem como foco o atendimento aos cidadãos
c) tolera as práticas costumeiras da administração patrimonial, enquanto a administração burocrática combate fortemente estas práticas
d) se utiliza do concurso público como método de recrutamento, enquanto a burocrática só admite essa forma de seleção
e) propõe uma maior flexibilização nos procedimentos formais de controle, enquanto a tradicional funciona por meio de mecanismos de controle prévios.

Passemos a comentar cada item.
ITEM A - ERRADO
A Administração burocrática não prioriza a qualidade no atendimento, e sim o foco no controle dos processos (meios). A questão na qualidade dos serviços públicos (foco na satisfação dos clientes) só surgiu com o advento da Administração Gerencial.

ITEM B - ERRADO
A Administração Burorática não tem foco no atendimento aos cidadãos, mas no controle dos processos (meios).O princípio basilar deste tipo de gestão é o da Impessoalidade. O foco nos meios tira a atenção às reais necessidades da população. Esta foi a grande válvula propulsora para a mudança da Administração Burocrática para a Gerencial: o atendimento às demandas da população, em detrimento ao simples cumprimento de tarefas postas em manuais.

ITEM C - ERRADO
A Administração Gerencial, assim como a Burocrática, não tolera as práticas costumeiras do Patrimonialismo: Corrupção, Nepotismo e Privatização do Estado (Notem, caros alunos. Caiu um item sobre Administração Patrimonialista, mesmo sem este tema constar no edital. Mais uma vez nossa querida FCC coloca uma questão fora do contexto do Edital de abertura).

ITEM D - ERRADO
O concurso público é o principal método de recrutamento, tanto na Administração Burocrática quanto na Gerencial. Contudo, não é a única forma de seleção. Além dos processos simplificados de seleção, que não são considerados, materialmente, como concursos públicos, existe ainda, na Administração Gerencial, a possibilidade de formulação de parcerias com o setor privado, através de OS e OSCIP, que podem necessitar de pessoal para executar os serviços acordados com o Estado. Nas PPP's, também há utilização de mão-de-obra selecionada por outros critérios que não os concursos públicos.

ITEM E - CORRETO
Um dos pressupostos da Administração Gerencial é a flexibilização dos controles a priori e concomitantes, delegando maior competência e autonomia às unidades gestoras, focando o controle em cima dos resultados. Na Administração Burocrática, a rigidez dos processos se dá pelo rígido controle dos meios, através de controles prévios e concomitantes.

A resposta da questão, portanto, é a letra E (gab 4)

Um abraço

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Resolução da Prova de Contabilidade Geral do TRE PI

Caros amigos concurseiros, boa noite.

Estou disponibilizando os comentários de todas as 10 questões de Contabilidade Geral que caíram no concurso do TRE PI, cargo Analista Administrativo, Especialidade Contabilidade.

Não há nenhuma questão, na minha opinião, passível de recurso.

Há, sim, uma questão covarde (acho que a FCC está aprendendo com a ESAF e se saindo até melhor).

Para fazer o download do material, clique aqui.

Aos alunos do curso de revisão em Contabilidade Geral para o TCM-CE: Excepcionalmente, nesta terça, resolveremos toda a prova em sala de aula. Continuaremos o conteúdo assim que resolvermos essas questões.

Um abraço

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Questão FCC sobre DFC (Parte 2)

Bom dia, amigos concurseiros.
Hoje faremos mais uma questão sobre DFC que caiu no concurso de Analista de Controle Externo do TCE do Ceará. Eis o enunciado:
TCE CE 2008 - Questão 73 (Gab 3)
Em 2007, a Empresa L&M obtém R$ 5.000.000,00 em receitas, das quais 20% serão recebidas no início de 2008. Das despesas, no valor total de R$ 4.100.000,00, R$ 800.000,00 correspondem a despesas de depreciação e R$ 400.000,00 a despesas provisionadas. Com base nos dados fornecidos e comparando a apuração do Resultado pelo Regime de Caixa e pelo Regime de Competência de Exercício, o resultado apurado pelo Regime de
a) Caixa é R$ 900.000,00
b) Caixa é de R$ 1.100.000,00
c) Competência é R$ 1.300.000,00
d) Competência é R$ 1.700.000,00
e) Caixa é R$ 2.100.000,00
Caros amigos, essa questão de DFC envolve cálculos, mas ela não é complicada. Basta que, para tanto, conheçamos os métodos de elaboração da demonstração, que são dois: o método direto e o método indireto. Ambos se diferenciam, obviamente, pela forma de se chegar ao Caixa e aos Equivalentes-Caixa através das diversas operações da Empresa. Um detalhe importante:
Em ambos os métodos, os Fluxos das Atividades de Investimento e os Fluxos das Atividades de Financiamento são os mesmos. Ou seja, independente do método, a forma de cálcular esses fluxos é a mesma. Então, você não precisa se preocupar: se a questão envolver algum desses dois fluxos você já sabe. Mas, como se calculam esses dois fluxos? Simples! As entradas e saídas do fluxo vão compô-lo. Você soma as entradas e subtrai das saídas e acha os fluxos. E como sei como classificar um fluxo como financiamento ou investimento? Já estudamos isso. Caso você ainda não saiba, consulte o post "Questão FCC sobre DFC".

O diferencial entre os métodos direto e indireto está no Fluxo das Atividades Operacionais. No método direto, você considera no fluxo todas as entradas de recursos, referentes às atividades operacionais da Empresa, que vão se transformar em caixa ou equivalente-caixa. Quanto ao fluxo de saídas, você deve considerar as saídas de recursos, também ligadas às atividades principais da Companhia, que vão representar desembolsos no caixa. Resumindo, no método direto, você escritura um livro caixa mesmo, adicionando entradas e subtraindo saídas de recursos oriundos das atividades operacionais da Companhia.

Quanto ao método indireto, e esse é o que mais cai das provas de concursos, você obtém o caixa através do lucro. Repetindo, você inicia o fluxo de caixa pelo lucro e adiciona ou subtrai as operações inerentes até chegar ao caixa. A estrutura básica de um fluxo e caixa pelo método indireto é a seguinte:

Lucro líquido do exercício:
( + ) depreciação - despesa não desembolsada (não sai recurso do caixa)
Obs: o mesmo tratamento vale para a amortização e exaustão
( + ) diminuição do ativo circulante (Ex: diminuição de contas a receber pressupõe recebimento de recursos no caixa, portanto aumenta o caixa)
( + ) aumento do passivo circulante (Ex: compra de mercadorias a prazo, gerando fornecedores, significa aumento de despesa, quando de seu reconhecimento no resultado, sem que haja desembolso no momento da compra. Portanto, não houve desembolso de caixa, mas há diminuição do lucro. Adiciona-se o caixa para ajustar o lucro ao mesmo).
( - ) aumento no ativo circulante (Ex: aumento em contas a receber significa obtenção de receita sem que haja recebimento neste momento. Há reconhecimento de receita, aumentando o lucro, sem que haja entrada no caixa. Deve-se subtrair este aumento para ajustar o lucro ao caixa.)
( - ) diminuição do passivo circulante (Ex: pagamento de fornecedores diminui o caixa, mas não impacta o resultado, visto que esta transação é apenas financeira e o resultado é impactado em outro momento, quando do consumo da mercadoria via venda ou consumo. Diminui-se o lucro para se chegar no caixa).

Obs: os fluxos de entradas e saídas dos demais grupos do balanço (ARLP, AP, PELP, REF e PL) afetam os demais fluxos: FAF e FAI. Como sabemos, esses fluxos são feitos pelo método direto, ou seja, considerando as entradas e saídas efetivas de recursos. FAF e FAI são os mesmos tanto no fluxo de caixa pelo método direito, como no fluxo de caixa pelo método indireto.

Com base no que vimos vamos à questão novamente:

Em 2007, a Empresa L&M obtém R$ 5.000.000,00 em receitas, das quais 20% serão recebidas no início de 2008. Das despesas, no valor total de R$ 4.100.000,00, R$ 800.000,00 correspondem a despesas de depreciação e R$ 400.000,00 a despesas provisionadas. Com base nos dados fornecidos e comparando a apuração do Resultado pelo Regime de Caixa e pelo Regime de Competência de Exercício, o resultado apurado pelo Regime de
a) Caixa é R$ 900.000,00
b) Caixa é de R$ 1.100.000,00
c) Competência é R$ 1.300.000,00
d) Competência é R$ 1.700.000,00
e) Caixa é R$ 2.100.000,00

Primeiro, vamos coletar os dados para resolver a questão:

Receitas: 5.000.000,00
Receitas à vista: 20% serão recebidas no início de 2008 (80% recebidas em 2007)
Despesas: 4.100.000,00
Despesas com Depreciação: 800.000,00
Despesas Provisionadas (reconhecidas pelo regime de competência): 400.000,00

Vamos calcular a DRE e a DFC pelo método indireto para acharmos o lucro e o caixa, que é o que a questão pede:

DRE
Receitas: 5.000.000,00
( - ) Despesas: 4.100.000,00
( = ) Lucro: 900.000,00

DFC (Método Indireto)
Lucro: 900.000,00
( + ) depreciação - despesa não desembolsada (não sai recurso do caixa): 800.000,00
( + ) aumento no passivo circulante (da despesa total, 400.000,00 foram provisionadas, ou seja, foram despesas ainda não pagas que, obviamente, foram inscritas no passivo circulante, representando um aumento do mesmo e um não desembolso no caixa): 400.000,00
( - ) aumento do ativo circulante (da receita total, 20% vai ser recebida apenas em 2008, ou seja, 1.000.000,00 representa aumento em contas a receber): (1.000.000,00)
( = ) Caixa: 1.100.000,00 (resposta - letra b)

Bem amigos concurseiros, espero que tenham gostado. A caixinha de mensagens está aberta para discurtmos alguma dúvida. Um abraço a até a próxima!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Questão FCC sobre DFC

Caros amigos concurseiros, boa tarde!

Hoje vou comentar uma questão da FCC sobre Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC). Essa questão caiu no concurso de Analista de Controle Externo do TCE do Ceará, prova realizada em novembro de 2008. Exigiu-se conhecimento um pouco acima do trivial e, por isso mesmo, seria interessante comentá-la aqui no blog.

Vamos à questão:

TCE-CE 2008 - Questão 74 (Gabarito 03)
Na elaboração do Fluxo de Caixa, são evidenciados no Fluxo de Financiamentos:
a) os ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computados no resultado, e os adiantamentos de pró-labore feitos pelos sócios da entidade no decurso do exercício social da empresa.
b) os empréstimos obtidos de empresas coligadas, que não se constituem negócios usuais na exploração do objeto da companhia, e os aportes de recursos feitos por acionistas.
c) os empréstimos concedidos a empresas controladas, mesmo que tenham referência aos negócios usuais da companhia, e os recursos captados exclusivamente para direitos do ativo permanente.
d) os recursos captados exclusivamente de não-acionistas, desde que direcionados à aquisição de bens do imobilizado, e todos os recursos ligados a aquisição de bens incorpóreos.
e) todos os tipos de adiantamentos concedidos a diretores e participantes nos lucros da companhia, que se constituem negócios usuais na exploração do objeto da companhia, e o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição.

A DFC é uma demonstração contábil que substituiu a DOAR (sob o enfoque de obrigatoriedade de elaboração) com o advento da lei 11.638/07. A DFC evidencia a variação no caixa, e nos equivalentes caixa, decorrente dos fluxos das atividades da empresa. Esse fluxo é subdividido em três partes: Fluxo das Atividades Operacionais (FAO), Fluxo das Atividades de Investimento (FAI) e Fluxo das Atividades de Financiamento (FAF). Como em quase a totalidade das alterações propostas pela supracitada lei, não há maiores detalhes do que são esses fluxos, qual sua estrutura e como classificar as operações da empresa nos mesmos. O CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) já emitiram pronunciamentos a respeito e isso tem sido a base para a cobrança do assunto nos concursos públicos.

Com base no CPC n° 3, os fluxos de caixa são definidos assim:

a) Atividades operacionais são as principais atividades geradoras de receita da entidade e
outras atividades diferentes das de investimento e de financiamento;
b) Atividades de investimento são as referentes à aquisição e venda de ativos de longo prazo e investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa;
c) Atividades de financiamento são aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na
composição do capital próprio e endividamento da entidade.

O CPC n° 3 ainda dispõe dos principais itens que compõem os referidos fluxos. Vamos citá-los a seguir:

Os fluxos de caixa decorrentes das atividades operacionais são basicamente derivados das principais atividades geradoras de resultado da entidade. Portanto, eles geralmente resultam das transações e de outros eventos que entram na apuração do lucro líquido ou prejuízo. Exemplos de fluxos de caixa que decorrem das atividades operacionais são:
(a) recebimentos de caixa pela venda de mercadorias e pela prestação de serviços;
(b) recebimentos de caixa decorrentes de royalties, honorários, comissões e outras receitas;
(c) pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e serviços;
(d) pagamentos de caixa a empregados ou por conta de empregados;
(e) recebimentos e pagamentos de caixa por uma seguradora de prêmios e sinistros, anuidades e outros benefícios da apólice;
(f) pagamentos ou restituição em caixa de impostos sobre a renda, a menos que possam ser especificamente identificados com as atividades de financiamento ou de investimento; e
(g) recebimentos e pagamentos em caixa com referência a contratos de intermediação.

A divulgação em separado dos fluxos de caixa decorrentes das atividades de investimento é importante porque tais fluxos de caixa representam a extensão em que dispêndios de recursos são feitos pela entidade com a finalidade de gerar receitas e fluxos de caixa no futuro. Exemplos de fluxos de caixa decorrentes das atividades de investimento são:
(a) desembolsos de caixa para aquisição de ativos imobilizados, intangíveis e outros ativos de longo prazo. Esses desembolsos incluem os custos dedesenvolvimento ativados e ativos imobilizados de construção própria;
(b) recebimentos em caixa resultantes da venda de ativos imobilizados, intangíveis e outros ativos a longo prazo;
(c) desembolsos para aquisição de ações ou instrumentos de dívida de outras entidades e participações societárias em joint ventures (exceto desembolsos referentes a títulos considerados como equivalentes de caixa ou mantidos para negociação);
(d) recebimentos em caixa provenientes da venda de ações ou instrumentos de dívida de outras entidades e participações societárias em joint ventures (exceto recebimentos referentes aos títulos considerados como equivalentes de caixa e os mantidos para negociação);
(e) adiantamentos de caixa e empréstimos feitos a terceiros (exceto adiantamentos e empréstimos feitos por uma instituição financeira);
(f) recebimentos em caixa por liquidação de adiantamentos ou amortização de empréstimos feitos a terceiros (exceto adiantamentos e empréstimos de uma instituição financeira);
(g) desembolsos de caixa por contratos de futuros, a termo, de opção e swap, exceto quando os contratos forem destinados à intermediação ou os pagamentos forem classificados como atividades de financiamento; e
(h) recebimentos em caixa por contratos de futuros, a termo, de opção e swap, exceto quando os contratos forem mantidos para intermediação ou transação própria, ou os recebimentos forem classificados como atividades de financiamento.

A divulgação separada dos fluxos de caixa decorrentes das atividades de financiamento é importante por ser útil para prever as exigências sobre futuros fluxos de caixa pelos fornecedores de capital à entidade. Exemplos de fluxos de caixa decorrentes das atividades de financiamento são:
(a) numerário recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos de capital;
(b) pagamentos em caixa a investidores para adquirir ou resgatar ações da entidade;
(c) numerário recebido proveniente da emissão de debêntures, empréstimos, títulos e valores, hipotecas e outros empréstimos a curto e longo prazos;
(d) amortização de empréstimos a pagar; e
(e) pagamentos em caixa por um arrendatário, pela redução do passivo relativo a
um arrendamento financeiro.

Com base nestas informações, podemos responder a questão:
Temos que identificar se nos itens existem apenas fluxos de caixa de financiamento, que são aqueles referentes a financiadores de curto ou longo prazo da empresa, que não possuem relação direta com as suas atividades principais (pois assim seriam fluxos operacionais).

item a - os ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computados no resultado, e os adiantamentos de pró-labore feitos pelos sócios da entidade no decurso do exercício social da empresa.
item incorreto! Ajustes de avaliação patrimonial não representam fluxos de caixa, por se referirem a acertos efetuados para trazer ativos a passivos a valor presente na data do balanço.
Pagamento de Pró-Labore entra no fluxo das atividades operacionais, pois possui caráter de pagamento de salários aos diretores por seus serviços prestados à empresa.

Item b - os empréstimos obtidos de empresas coligadas, que não se constituem negócios usuais na exploração do objeto da companhia, e os aportes de recursos feitos por acionistas.
item correto! Esta é a resposta da questão. Esse item é bem parecido com um outro que aparecerá a seguir. Empréstimos obtidos de empresas coligadas são fluxos de caixa de financiamento, desde que não se constituam negócios usuais da empresa. Se o negócio principal da empresa é emprestar dinheiro e tomar dinheiro emprestado para se financiar, é evidente que esse fluxo é operacional. Aportes de recursos feitos por acionistas, como aumentos do capital social, são as entradas clássicas dos fluxos de financiamento.

Item c - os empréstimos concedidos a empresas controladas, mesmo que tenham referência aos negócios usuais da companhia, e os recursos captados exclusivamente para direitos do ativo permanente.
item errado! Empréstimos concedidos, que fazem parte das atividades usuais da empresa, são fluxos de caixa operacionais e não de financiamento. Recursos captados (empréstimos) para aquisição de permanente são fluxos de financiamento.

Item d - os recursos captados exclusivamente de não-acionistas, desde que direcionados à aquisição de bens do imobilizado, e todos os recursos ligados a aquisição de bens incorpóreos.
item errado! Qualquer recurso obtido de terceiros (empréstimos) para aquisição de imobilizado é fluxo de financiamento. Somente os recursos obtidos de terceiros, para a aquisição de ativos corpóreos, são fluxos de financiamentos. Os recursos próprios direcionados à aquisição de permanente são fluxos das atividades de investimento.

Item e - todos os tipos de adiantamentos concedidos a diretores e participantes nos lucros da companhia, que se constituem negócios usuais na exploração do objeto da companhia, e o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição.
item errado! Aquisição de partes beneficiárias e bônus de subscrição são fluxos de financiamento. Contudo, os adiantamentos de valores, destinados a diretores, a título de pró-labore, não são fluxos das atividades de financiamento, mas sim operacionais. Além disso, caso esses adiantamentos se constituam negócios usuais da empresa, esse fluxo é operacional e não de financiamento.

Resposta correta: letra b!

Bem pessoal, espero que este post seja útil. Mais tarde, vou fazer outra questão de DFC, mas esta será com cálculos. Vamos discorrer sobre os dois tipos de Fluxo de Caixa existentes: O método direto e o método indireto.

Então, até lá!

Um abraço.